domingo, 14 de agosto de 2011

Enfim macularam o amor…


Enfim macularam o amor…

Meus sonhos de papel picado foram queimados, e nas cinzas se jogaram água…

Não há mais nada alem do cheiro das cinzas...

Havia um lindo castelo de areia...

Com moveis feitos de cartas de baralho...

Amor um amor inquestionável...

Um espelho, um teto de vidro...

E tudo se quebrou...

Partiu numa busca vã,

Por algo mais que perfeito

Por algo maior que o incomensurável...

O amor... Aquela linda flor de hibisco,

É linda, mas um dia murcha, e cai apodrecida...

Só resta a lembrança do dia que aquela flor foi a mais bela...

O amor é filho de Dédalo,

O mais implacável labirinto...

O mor é filho do vento...

Sopra-me coisas ao pé do ouvido...

O amor é filho da morte e da libido

E surge a noite a devorar meus pés...

Amar é um grande devaneio...

Desejar, o grande anseio do ser humano...

Não há, pois sobre a terra uma perfeição que ao ser tocada pelos humanos não se desfaz...

Talvez por isso nem Deus queria aparecer diante nossos olhos...

Existia um sol que era especialmente lindo ao amanhecer

E uma lua que parecia uma menina ao anoitecer...

Havia seu sorriso que eu amava (amo) demais...

Existia um céu que era azul...

Agora não existe nada...

Tudo é alvo como a lebre

E todos os olhos são vermelhos de lagrimas

No peito cravejado de espinhos,

Resta, La no mais intimo...

Uma criança que chora sozinha,

Uma criança que perderá a fé na humanidade...

Uma criança que um dia fora estraçalhada pelos lobos.

Meus olhos agora são vermelhos,

Atingi o extremo carmesim...

Minha boca rosada cede anunciando o pesar...

Meu olhar negro, oco, vazio... Um buraco no espaço...

Aquele menino La dentro do coração em chamas

Espera, abraçado em tuas pernas e banhando-se em lagrimas

Um telefonema que não vem,

Uma mensagem que não chega,

Espera que tudo seja mentira,

Mas não consegue engolir a verdade...

Talvez os seres humanos não saibam o que é amar

Ou sejam indignos de saber...

Os que aprendem talvez sejam sempre condenados a vagar calados

Depois de sentir a perdição...

Nem tudo esta perdido,

Mas está arruinado...

Aquele menino calado...

Mesmo sangrando ainda acredita no amor...


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