domingo, 14 de agosto de 2011

O Algoz da Morte


O Algoz da Morte

Eu sou o algoz da morte…

O cavaleiro sem espada

Meu vomito é tingido de carmesim

Sangue, arame farpado e giletes

Sou humano

Mas o ser humano me parece desumano

Estou condenado

Porque fui feliz

Porque amei

Porque fui amado

O ser humano sabe ser cruel

Sabe desvencilhar-se do bom

E do bem

Um dia eu tinha tudo

Um trono

Uma torre de felicidade

Mas todos sabem

Que mesmo os mais Belos castelos

Podem ser corroidos pelos ratos

E assim foi...

O pilar que sustentava meu castelo ruiu

E tudo desabou

So me resta o cheiro de papel queimado que cisma de seguir

O ser humano amado

Cravou teu punhal em meu coração

Como o mais sombrio beijo de quimera

O Deus do vento

Me lançou na escuridão...

Mas tenho culpa

Foi devanio amar um Deus...

Os deuses não podem ser amados pelos humanos

Bebei do vinho dos loucos

Agora caio pelas ruas,

As vezes vivo

As vezes morto...

Olha meu sorriso,

Não tem mais o ar de graça

Meus olhos não brilham

Se encheram de lagrimas,

As lagrimas secaram

E meus olhos se tornaram pedras polidas

A lua vermelha anuncia o fim de uma era

E o inicio de outra

Comumente depois da gloria vem o caus

E depois do caus a gloria...

Eu tinha uma cabeça com mil personalidades

Agora tenho uma personalide

Com mil mascaras

Vou usando cada uma pra tentar me defender

Meu maior temos já não é a morte

Talvez por isso ela tenha me condecorado seu algoz

Meu medo agora se chama amor...

Joguei fora meus amuletos

Não preciso de sorte

Agora sou o algoz da morte

Trago minha fe dentro do peito

E na mente meu louco desejo de reencontrar meu opressor

Estou ainda presso na louca sindrome de estocolmo

Quimera me dise:

Decifra ou te devoro.

Eu disse a quimera:

Decifra pois o amor ou eu que te devoro...

E a quimera esta no meu estomago

Sinto meu estomago doer

Uma ansia de vomito terrivel...

Preciso vomitar...

Gilete, arame farpado e caco de vidro...

Ontem a tarde jogaram das caustica em meu coração

Tive um parto prematura

Surgiu de mim um ser estranho

Filho de um pai estocolmo

Seu nome é letargia-sentimental

Ele me aborrece

Me entristece

Mas não há nada a se fazer

Agora há um novo caminho a seguir

Caminhando sobre cacos de vidro e pregos enferrujados

Não ame os deuses eu digo

Eles não são dignos do amor...

Não amo os deuses (eu minto)

Este é meu dissabor...

Voce conhece algo melhor que o perfeito?

Minha professora diz

Que só as conjugações do mais que perfeito

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