O Algoz da Morte
Eu sou o algoz da morte…
O cavaleiro sem espada
Meu vomito é tingido de carmesim
Sangue, arame farpado e giletes
Sou humano
Mas o ser humano me parece desumano
Estou condenado
Porque fui feliz
Porque amei
Porque fui amado
O ser humano sabe ser cruel
Sabe desvencilhar-se do bom
E do bem
Um dia eu tinha tudo
Um trono
Uma torre de felicidade
Mas todos sabem
Que mesmo os mais Belos castelos
Podem ser corroidos pelos ratos
E assim foi...
O pilar que sustentava meu castelo ruiu
E tudo desabou
So me resta o cheiro de papel queimado que cisma de seguir
O ser humano amado
Cravou teu punhal em meu coração
Como o mais sombrio beijo de quimera
O Deus do vento
Me lançou na escuridão...
Mas tenho culpa
Foi devanio amar um Deus...
Os deuses não podem ser amados pelos humanos
Bebei do vinho dos loucos
Agora caio pelas ruas,
As vezes vivo
As vezes morto...
Olha meu sorriso,
Não tem mais o ar de graça
Meus olhos não brilham
Se encheram de lagrimas,
As lagrimas secaram
E meus olhos se tornaram pedras polidas
A lua vermelha anuncia o fim de uma era
E o inicio de outra
Comumente depois da gloria vem o caus
E depois do caus a gloria...
Eu tinha uma cabeça com mil personalidades
Agora tenho uma personalide
Com mil mascaras
Vou usando cada uma pra tentar me defender
Meu maior temos já não é a morte
Talvez por isso ela tenha me condecorado seu algoz
Meu medo agora se chama amor...
Joguei fora meus amuletos
Não preciso de sorte
Agora sou o algoz da morte
Trago minha fe dentro do peito
E na mente meu louco desejo de reencontrar meu opressor
Estou ainda presso na louca sindrome de estocolmo
Quimera me dise:
Decifra ou te devoro.
Eu disse a quimera:
Decifra pois o amor ou eu que te devoro...
E a quimera esta no meu estomago
Sinto meu estomago doer
Uma ansia de vomito terrivel...
Preciso vomitar...
Gilete, arame farpado e caco de vidro...
Ontem a tarde jogaram das caustica em meu coração
Tive um parto prematura
Surgiu de mim um ser estranho
Filho de um pai estocolmo
Seu nome é letargia-sentimental
Ele me aborrece
Me entristece
Mas não há nada a se fazer
Agora há um novo caminho a seguir
Caminhando sobre cacos de vidro e pregos enferrujados
Não ame os deuses eu digo
Eles não são dignos do amor...
Não amo os deuses (eu minto)
Este é meu dissabor...
Voce conhece algo melhor que o perfeito?
Minha professora diz
Que só as conjugações do mais que perfeito
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